A PREGAÇÃO NO GRUPO DE ORAÇÃO
Todo grupo de oração deve possuir uma equipe de pregadores que ministra o ensino, a instrução e a proclamação querigmática da Palavra de Deus. Nesse ministério devem estar os servos que possuem o dom de ensinar, de falar sob a unção do Espírito. “Prega a Palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda a paciência e empenho de instruir...Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério” (2 Tm 4, 2.5).
A pregação é um momento dos mais importantes da reunião de oração. Ela motiva o povo a rezar e faz aumentar a fé. A pregação visa atingir o coração, leva a experimentar a misericórdia de Deus que se manifesta em seu Filho Jesus.
Nos Atos dos Apóstolos é esta a seqüência: Pedro, cheio do Espírito Santo, se destaca dos demais e com voz forte anuncia o Evangelho aos que se ajuntavam ali que, cornos corações atingidos, perguntam o que devem fazer para receber, também eles, o dom do Espírito. Pedro faz a pregação. O povo reage e pergunta. Ele faz uma proposta de conversão e tudo vai acontecendo (cf. At 2, 14-41).
Assim deve acontecer nas reuniões de oração. A pregação motiva e o povo reage, pedindo, louvando, cantando. A Palavra de Deus anunciada deve tocar e levar o povo a reagir através da oração, do louvor, do canto, da disposição do coração para receber o Espírito Santo.
Ensina o Concílio Vaticano II:
“Impõe-se, pois a todos os cristãos o dever luminoso de colaborar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida o acolhida por todos os homens em toda a parte. (...) Para exercerem tal apostolado, o Espírito Santo — que opera a santificação do povo de Deus através do ministério e dos sacramentos — confere ainda dons peculiares aos fiéis (cf. 1 Cor 12, 7) ‘distribuindo-os a todos, um por um, conforme quer’ (1 cor 12, 11). (...) Da aceitação destes carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja, dentro da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo”... (grifo nosso)
A pregação leva as pessoas a conhecerem Jesus. “Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rm 10, 14). Ela deve ser preferencialmente querigmática, com algumas exceções. A diferença básica das mensagens, em especial a querigmática e a catequética, consiste no fato de que a primeira (o querigma = do grego KERISSEN = proclamar, gritar, anunciar) é anúncio da fé cristã, que apresenta o Deus vivo, tendo como centro Jesus morto e ressuscitado. Já a mensagem catequética visa ensinar aqueles que abraçaram a fé, doutrinando-os. O querigma é o tocar dos sinos, enquanto que a catequese é o ressoar. Ou ainda, podemos dizer que o tempo do querigma é hoje, é o momento da salvação; já o tempo da catequese é a partir de hoje, ou seja, será um ensino progressivo e gradual da fé e suas razões.
Fonte: Apostila Grupo de Oração - Escola Paulo Apóstolo
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